segunda-feira, abril 23

Antiguidade Grega: A Paidéia.

3. Antiguidade Grega: A Paidéia.


A Grécia Clássica pode ser considerada o berço da pedagogia. A palavra paidagogos significa aquele que conduz a criança, no caso o escravo que acompanha a criança à escola. Com o tempo, o sentido se amplia para designar toda a teoria da educação. De modo geral, a educação grega está constantemente centrada na formação integral – corpo e espírito – mesmo que, de fato, a ênfase se deslocasse ora mais para o preparo esportivo ora para o debate intelectual, conforme a época ou lugar. Nos primeiro tempos, quando não existia a escrita, a educação é ministrada pela própria família, conforme a tradição religiosa. Apenas com o advento das póleis começam a aparecer as primeiras escolas, visando a atender a demanda.


Foram os gregos os primeiros a traçar e a executar idéias sobre as praticas pedagógica. A própria palavra “pedagogia” tem origem no grego e refere-se ao escravo que acompanhava as crianças a escola. Com o passar do tempo com a contribuição de diversos estudiosos e as teorias surgidas, a palavra “pedagogia” passou a designar a reflexão feita sobre a educação, uma espécie de metaeducação.”É na Grécia que começa a historia da educação, com sentido na nossa realidade educativa atual. De fato, são eles que, pela primeira vez colocam a educação como problema”.(MONROE 1987).

As crianças viviam a primeira infância em família, assistidas pelas mulheres e submetidas à autoridade do pai, que poderia reconhecê-las ou abandoná-las, que escolhia seu papel social e era seu tutor legal. A infância não era valorizada em toda a cultura antiga: era uma idade de passagem, ameaçada por doenças, incerta nos seus sucessos; sobre ela, portanto, se fazia um mínimo investimento afetivo. A criança crescia em casa, controlada pelo “medo do pai”, atemorizada por figuras míticas semelhantes às bruxas, gratificada com brinquedos (bonecas) e entretida com jogos (bolas, aros, armas rudimentares), mas sempre era colocada à margem da vida social. Ou então, era submetida à violência, a estupro, a trabalho, até a sacrifícios rituais. 

O menino – em toda a Antiguidade e na Grécia também – era um “marginal” e como tal era violentado e explorado sob vários aspectos, mesmo se gradualmente – a partir dos sete anos, em geral – era inserido em instituições públicas e sociais que lhe concediam uma identidade e lhe indicavam uma função. A menina não recebia qualquer educação formal, mas aprendia os ofícios domésticos e os trabalhos manuais com a mãe. 

A educação grega era centrada na formação integral do indivíduo. Quando não existia a escrita, a educação era ministrada pela própria família, conforme a tradição religiosa.

A transmissão da cultura grega se dava também, através das inúmeras atividades coletivas (festivais, banquetes, reuniões). A escola ainda permanecia elitizada, atendendo aos jovens de famílias tradicionais da antiga nobreza ou dos comerciantes enriquecidos. O ensino das letras e dos cálculos demorou um pouco mais para se difundir, já que nas escolas a formação era mais esportiva que intelectual.

A Grécia caracteriza-se pelo reconhecimento da razão autônoma, pela inteligência critica, pela personalidade livre capaz de estabelecer a lei humana e não mais divina. “Surge, pois, a necessidade de formular teoricamente o ideal da formação, não mais de herói, submetido ao destino, mas do cidadão.” (ARANHA, 1989).






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